
O Murialdo é, desde abril do ano 2000, o órgão executor das medidas socioeducativas de meio aberto, Prestação de Serviço à Comunidade e Liberdade Assistida, previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) nos artigos 112, 117 e 118. São atendidos pelo Murialdo, adolescentes entre 12 e 18 anos (excepcionalmente até os 21 anos) que já foram sentenciados e que receberam as medidas citadas acima.
O termo Medida socioeducativa é o nome estabelecido no ECA para a sanção que um adolescente recebe no caso de cometer algum ato infracional. Esta lei estabelece seis medidas possíveis de serem aplicadas aos adolescentes, são elas:  1. Advertência; 2. Obrigação de Reparar o dano; 3. Prestação de Serviços à Comunidade; 4. Liberdade Assistida; 5. Semiberdade; 6. Internação.A execução das medidas de advertência e obrigação de reparar o dano fica a cargo do Juizado da Vara da Infância e Juventude, pois elas não dependem de um programa específico, o próprio juiz ao optar por aplicá-las já as executa. As medidas de Prestação de Serviço à Comunidade e Liberdade Assistida são de responsabilidade do município que em Londrina acontecem em parceria com a Epesmel, e a Semiliberdade e a Internação são de responsabilidade do Estado.
Para que este serviço aconteça a Epesmel mantêm convênios com a Secretaria Municipal de Assistência Social e com o Governo do Estado, através do Programa Liberdade-Cidadã, antigo FIA.
Atualmente o Programa conta com uma equipe técnica formada por: 01 Coordenador; 04 Assistentes Sociais; 02 Psicólogas; 03 Estagiários de Serviço Social; 30 Agentes Comunitários; 03 Oficineiros; 01 Auxiliar Administrativo; 01 Auxiliar de Serviços Gerais; 01 Educador.
Todo o trabalho é desenvolvido tendo como foco o adolescente e sua família, na perspectiva do protagonismo juvenil. Os principais objetivos do Murialdo são: Ø Criar condições para estagnar o comprometimento do adolescente com a prática de ato infracional, através de uma ação socioeducativa, efetivada pelo acompanhamento, orientação e auxílio realizados pela equipe técnica e por agente comunitário; Ø Garantir sua permanência, retorno ou acesso à escola e freqüência a cursos de formação profissional e preparação para o trabalho; Ø Comprometer a família e a comunidade no processo educacional do adolescente; Ø Auxiliar o adolescente na busca dos instrumentos indispensáveis ao pleno exercício da cidadania; Ø Despertar a necessidade de respeito às normas sociais vigentes; Ø Favorecer ao adolescente a participação e reflexão sobre aspectos pertinentes ao período da adolescência como: identidade, integração, sexualidade, cidadania, projeto de vida, entre outros temas; Ø Auxiliar o adolescente a se reconhecer enquanto agente de sua própria história, sujeito de direitos e de deveres; Ø Oportunizar aos adolescentes a inclusão em cursos semi e profissionalizantes.
Para alcançar os objetivos descritos acima o Projeto conta com ações com o adolescente: Triagem inicial para avaliação social e agendamento da interpretação de medida; Grupos de Liberdade Assistida divididos em: 1ª passagem; Reflexivo e Grupo por Região; Grupos de Prestação de Serviço à Comunidade que atualmente trabalha com as vertentes do Hip Hop. Na PSC os grupos são divididos a partir da triagem com os adolescentes, que podem optar por qual vertente do Hip Hop que tiver afinidade; Atendimento Psicológico; Elaboração do Plano Personalizado de Atendimento; Visitas domiciliares; Encaminhamento para a rede de serviço do município a partir das necessidades apresentadas pelo adolescente; Acompanhamento de forma descentralizada. E ações específicas com as famílias, sendo elas: Interpretação de medida; Grupos de Pais; Atendimento Psicológico; Visitas domiciliares; Encaminhamento para rede de serviço do município, conforme a necessidade da família; Atendimento descentralizado através dos agentes comunitários; Grupos de família descentralizado em parceria com os demais serviços de média complexidade do município que atendem famílias em comum; Geração de renda.
Dentre este ról de ações não podemos deixar de destacar duas muito significativas: o trabalho desenvolvido pelos 30 agentes comunitários e a Geração de Renda. Os agentes comunitários são pessoas voluntárias recrutadas e capacitadas pela equipe técnica, que acompanham dois adolescentes cada um realizando uma visita semanal na casa dos adolescentes acompanhados. Este trabalho trás muito resultado para o adolescente e sua família, pois o aproxima mais do projeto e auxilia no rompimento com a prática de atos infracionais. A Geração de Renda é um grupo formado por mães e/ou responsáveis dos adolescentes atendidos, é direcionado por uma técnica e conta com o auxilio de uma oficineira que capacita estas mães para o desenvolvimento de trabalhos manuais com biscuit e materiais em mdf. Este Grupo além de visar a geração de renda, possibilita as participantes um momento de trocas de experiências, atividades ocupacionais para o desenvolvimento de novas habilidades que possibilitem a melhoria da auto-estima e/ou geração de renda. 
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